A thing called love
Do you belive in love...?
Então está. Não insisto mais.
[Ana C.]
E esse teu cheiro que não me enfeitiça mais...
Esse beijo que não tem mais gosto...
Teu olhar, que não me comove...
Teu toque, que não mais me excita...
Tua negligência, que não mais me afeta...
I'm not sad anymore
Tua blusa, meu vestido
Que diferença isso faz agora?
Tua ausência já não me traz saudade
Teu cheiro impregnado enjoa,
Teu beijo cansa,
Meu prazer? ...fingimento
Tua ausência?... alívio
Fantasma do meu passado, curei-me de você
O quarto vazio e as tuas coisas espalhadas por aqui
já não me causam curiosidade ou furor
Eu me livrei de você porque você assim o quis
Você me trouxe aqui..
E eu não pude evitar...
Teus elogios.. palavras vãs..
Adeus cheiro doce..
amargo..
antigo.
Já não me lembro se foi ontem ou semana passada
Confundo facilmente as datas, as horas, os números,
troco tudo e não confio em mais nada que venha dessa minha mente estranha.
Essa sobriedade alucinante que sai sei lá de onde sempre me atinge inesperadamente e as vezes nem sei se estou realmente em mim. Se estou sóbria. Se acordada. Ainda não entendo nada disso..
nem me perguntem, por favor.
O dia inteiro na cama
eu e a cama
a cama sem mim
livros esperando para serem lidos
a guitarra jogada - fora da capa
esperando para ser tocada
o incenso ainda para ser acendido
o cheiro precipitado da fumaça queimando
a chuva caindo em silêncio lá fora
que silêncio esquisito
e que relógio estranho
o tempo passou e eu nem notei
de manhã
de tarde
de noite
os livros ainda não foram lidos
a guitarra nunca tocada
o incenso nunca acendido
o cheiro precipitado que ninguém sentiu
as palavras que eu nem li
e a música que apenas pensei em tocar
Tudo isso eu observo da minha cama
eu e a cama
eu na cama
a cama em mim
a cama, eu e você
eu na minha cama
você na sua
eu sem você
minha cama vazia,
sem mim
eu na minha cama
sem você.
Where the fuck have you been that's not here with me?
O fim do fim do início
Do início ao fim do começo
O começo do fim
Do fim ao começo
Fim de nós dois
Começo de mim
Final de você
Onde é que eu estava?
Já me recordo...
Estava sem você
Pensando no meu fim.
Agora que o tempo passou um pouquinho eu sinto menos falta de você.
De vez em quando um ciúme absurdo invade a casa e eu tento me concentrar.
A saudade chega também
Nostalgia
Vontade de ser sua e de me jogar de novo pra dentro de ti
De ser aceita. Da irresponsabilidade. Do descaso. Do desamor.
A realidade volta em questão de minutos.
A Tensão vai embora.
Os pensamentos ... just vanish
E os ciúmes?
O meu ciúme
discretamente fades away
esconde-se em vãos do meu inconsciente
Eu consigo, de novo, respirar...
Then i just breath.. you are gone.
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
eu não te dou sossego eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vão querer ser o dono da verdade
Também tenho saudades mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte nunca mais
[Ana Carolina]
Love of my life you shouldn't ever doubt my feelings towards you
Under this grey sky i swear for god sake YOU are the ONE
And no one seems to understand me like you do
Nothing they say can make me go away
Another year will pass and they will realise it's me and you against the rest
Reality is not that painful when you are around
Obstacles will still be there but i will never give up
Can you see this happening?
Hypocrits will stumble around as we lay in our bed at night
Again i will love you forever and ever..
L embro do que você significa pra mim, e sorrio
U m sorriso simples e grande, daqueles que dizem muito com pouco (ou nenhum) esforço
A ntes de te conhecer a vida era estranha e nada encaixava, nada fazia sentido
N ada mesmo... e eu, confusão eterna, não conseguia achar um porquê e continuava
A í então, quando eu já havia me entregado a esse nada, que de passageiro nada tinha, eu vi você. vc que...
R oubou a minha fala e calou minhas idéias com seus beijos
O uviu meus problemas e resolveu-os com seus abraços
C onseguiu animar o que em mim já tinha há muito morrido, e hoje
H oje eu sei do que sou e do que quero ser amanhã e sempre:
A sua."
# railway (events that might take place somewhere in there)
hail.way.way.
where do you lead us to?
railway
hail.way.way.
where do you lead me to?
rails..
monotrails
stereo . sounds
stop laughing at me
stop laughing at me
highway
high way
high...
rain...
high rain
p.o.u.r.i.n.g on me
me rain
high...
stop
station!
home
home?
weird... [silence]
*sound starts again*
weird...
stereo
noise
hello!
back for more fun... ?
(Awie) are we?
Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações em que
o silêncio me disse verdades terríveis, pois você
sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo, um e-mail que não chega, um en-
contro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento,
recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma
discussão.
O perdão não vem, nem o beijo, nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala
do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que
a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras
que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
já o silêncio arquiteta planos que não são comparti-
lhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um
dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí
parado me olhando!"
É o silêncio de um mandando más notícias para o de-
sespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é
bem vindo.
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para um professor de uma creche, o silêncio é um pre-
sente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é
um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o
silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da
paz.
O único silêncio que perturba é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados
na secretária eletrônica, e mesmo assim você enten-
de a mensagem.
(Marta Medeiros)
Abre a porta
Cansaço
Desce do salto
Joga as sandálias pro lado
Pega a calça xadrez
Abandona o tailleur
Já são mais de sete
Já podemos ser apenas nós [a sós]
Desarruma esse cabelo,
quero ele vadio, solto, despenteado
Borra a maquiagem
Entra no banho pra tirar o suado
E deita aqui..
Deita aqui e fica comigo até o sono chegar
porque amanhã de manhã tem aula
depois, seu trabalho
mas por enquanto somos só eu e você
a tv ligada no mudo
um pagode de mau gosto vindo da casa do vizinho
nosso gatinho deitado no chão
e os coelhinhos já sonolentos
lembra que meu era sonho ter um desses?
agora já nem cuido mais!
E a gente,
caídas no sofá...
ainda é terça...
mas a casa é nossa..
último pensamento.
dormimos..
Entre uma garrafa de Conhaque barato e um copo de pepsi a gente ri quase vomitando de como tudo começa a fazer sentido.
O mundo fica dormente e somos só nós no fundo da sala falando tudo alto sem medo de alguém ouvir porque quanto mais óbvio menos óbvio.
Umas quatro horas depois já não estaremos mais juntas e quando formos dormir nem notaremos que não nos despedimos no fim da noite.
O que obviamente não importará na manhã seguinte, porque saberemos, de alguma forma, que de noite tudo será igual - ainda que diferente.
e se não for nessa noite
será na noite do mês que vem
ou numa noite qualquer do próximo ano.
Porque tudo sempre começa (embora nunca realmente termine) entre um gole e outro,
seja esse gole de guaraná aos 13 anos na quadra de vôlei,
de cachaça e coca aos 16 no select,
de chocolate quente aos 18 na kats,
(rs) schincariol quente aos 19 no campão,
stani + suco de morango sem açúcar aos 20 na casa do Juja e, finalmente,
Dreher com pepsi nesse último carnaval...
pulsando em cada milímetro do meu corpo
exalando em cada palavra proferida
morrendo em cada lágrima do meu choro
roubada, estuprada, violentada,
LESADA
socorro
a ajuda não vem, prisioneira,
do próprio lar
do passado
do corpo
As pessoas indo ao longe, eu a olhar pela janela
tranferir a dor pra uma delas
abafar o ódio sem precisar do grito
me acabar de cansaço e sair de vez
daqui.
pra onde?
ódio.
# Ela é um recorte de jornal,
Eu fiz
Cabelinhos esvoaçantes ela vai,
toda branca,
parece papel,
é papel.
Eu fiz
pra esquecer a dor e
não sentir o tempo,
passar..
Ela sente por mim.
# agora invade, arromba e lê
lê e descobre o que sou
e me odeie pelo que não quis
pelo que escolhi não ser..
chora pelo que deixei escapar
pela beleza que conquistei
pela felicidade que existe aqui
trancada
sem você
Sinta raiva e proíbe e espanca
espanca toda carne que te irrita e que te reflete
que te transforma de mim
pra vc
Marca de roxo e grita também
grita alto
muito alto
e com muita raiva
e diga que não sou nada daquilo que você projetou
que fui influenciada
que o mundo me mudou
e me expulsa também
me expulsa
para que nunca mais possamos nos encontrar de novo.
atormentado .
por mim e por você;
pelos dias que vem vindo atrás de nós;
pelo espaço que se abre de repente quando te abraço;
pelo teu olhar que suponho me julgar;
pela beleza manchada na tua pele;
teu cabelo,
se desfazendo,
cachos soltos;
teus olhos,
evasivos,
raivosos,
frios;
teu toque,
teu cheiro..
nosso amor
atmosphere: cansaço compensado, doença semi curada, caos organizado, beleza não óbvia, lembranças do futuro, fantasmas do passado, cliché, piegas, tudo quase nada, catatonia, introspecção, descaso, curiosidade, auto controle.
Seu nome ainda me causa arrepios
*shudder*
Seu pseudônimo, no entanto, me acalma
*sigh*
Essa habilidade estranha que temos de enganar a mente...
a smile