sábado, dezembro 04, 2004

Virgínia e eu

Entre uma garrafa de Conhaque barato e um copo de pepsi a gente ri quase vomitando de como tudo começa a fazer sentido.
O mundo fica dormente e somos só nós no fundo da sala falando tudo alto sem medo de alguém ouvir porque quanto mais óbvio menos óbvio.
Umas quatro horas depois já não estaremos mais juntas e quando formos dormir nem notaremos que não nos despedimos no fim da noite.
O que obviamente não importará na manhã seguinte, porque saberemos, de alguma forma, que de noite tudo será igual - ainda que diferente.
e se não for nessa noite
será na noite do mês que vem
ou numa noite qualquer do próximo ano.
Porque tudo sempre começa (embora nunca realmente termine) entre um gole e outro,
seja esse gole de guaraná aos 13 anos na quadra de vôlei,
de cachaça e coca aos 16 no select,
de chocolate quente aos 18 na kats,
(rs) schincariol quente aos 19 no campão,
stani + suco de morango sem açúcar aos 20 na casa do Juja e, finalmente,
Dreher com pepsi nesse último carnaval...