sábado, dezembro 04, 2004

Ódio

pulsando em cada milímetro do meu corpo
exalando em cada palavra proferida
morrendo em cada lágrima do meu choro

roubada, estuprada, violentada,
LESADA
socorro

a ajuda não vem, prisioneira,
do próprio lar
do passado
do corpo

As pessoas indo ao longe, eu a olhar pela janela
tranferir a dor pra uma delas
abafar o ódio sem precisar do grito
me acabar de cansaço e sair de vez
daqui.

pra onde?

ódio.